O touchpoint que as marcas esqueceram: por que o cartão de benefícios também faz parte da experiência de marca
Por Marcos Gomes, especialista em B.I. na Biz
Passei anos trabalhando dentro de agência de marketing antes de entrar no universo de dados e tecnologia na Biz. Vivi de perto discussões sobre branding, identidade visual, posicionamento e experiência de marca. Reuniões longas para definir tom de voz, ajustes mínimos em apresentações, debates sobre tipografia e alinhamento de cores em campanhas.
E existe uma ironia curiosa nisso tudo: empresas extremamente cuidadosas com a própria marca ainda ignoram um dos touchpoints mais frequentes da rotina dos colaboradores: o cartão de benefícios.
Mesmo sendo utilizado diariamente pelos colaboradores, o cartão de benefícios ainda raramente é tratado como parte da experiência de marca.
A marca aparece em todo lugar. Menos onde o colaborador olha todos os os dias
Agências acompanham guideline de marca com rigor. Garantem consistência em campanhas, embalagens, eventos, redes sociais e comunicação institucional. Mas existe um ponto de contato diário que quase nunca entra nessa conversa.
Quando uma empresa entrega um cartão de benefícios para o colaborador, qual marca aparece ali?
Na maioria dos casos, a da operadora do benefício.
O colaborador utiliza esse cartão no almoço, no mercado, na farmácia, no dia a dia. É um objeto presente na rotina de consumo e na experiência prática de trabalho. Ainda assim, poucas empresas enxergam isso como parte da construção de marca empregadora.
E, honestamente, poucas agências também.
O cartão de benefícios como touchpoint invisível da marca
No marketing, existe uma lógica muito clara: quanto maior a frequência de contato com a marca, maior o potencial de reconhecimento e conexão.
Empresas investem milhões para ocupar espaços de atenção. Outdoor, mídia digital, ativações, eventos, experiência física, branded content.
Mas o cartão de benefícios continua sendo tratado apenas como um item operacional do RH.
Isso sempre me chamou atenção porque, na prática, ele é um dos pontos de contato mais recorrentes da relação entre empresa e colaborador.
Na Biz, começamos a olhar para esse espaço de outra forma. Nosso modelo de multibenefícios flexíveis permite que as empresas coloquem a própria identidade visual no cartão utilizado pelos colaboradores.
O cartão de benefícios personalizado permite que a marca da empresa acompanhe o colaborador em experiências reais do cotidiano.
Pode parecer detalhe. Mas marca é construída justamente nos detalhes que se repetem todos os dias.
Para entender melhor como funciona um cartão de benefícios para empresas, vale acompanhar como esse modelo evoluiu nos últimos anos.
Não é apenas estética. Existe percepção de pertencimento envolvida
Quando falamos sobre marca empregadora, normalmente pensamos em cultura, comunicação e experiência. Mas pertencimento também é construído através de elementos concretos da rotina.
O colaborador não se relaciona com a empresa apenas em reuniões ou campanhas internas. Ele se relaciona através das experiências práticas que fazem parte do cotidiano de trabalho.
Nesse contexto, o cartão de benefícios deixa de ser apenas operacional e passa a participar da percepção de pertencimento e identidade da empresa.
Segundo o Edelman Trust Barometer, confiança e conexão com marcas influenciam diretamente percepção e relacionamento das pessoas com empresas. Dentro das organizações, essa lógica também aparece.
O colaborador é, de certa forma, um consumidor da experiência da empresa.
E cada interação reforça ou enfraquece essa relação.
Esse movimento também acompanha discussões mais recentes sobre hiperpersonalização no RH e experiências mais conectadas à realidade dos colaboradores.
Benefícios corporativos começaram a ocupar outro espaço na experiência
Durante muito tempo, benefícios foram tratados apenas como obrigação operacional ou ferramenta de retenção. Mas o cenário mudou.
Hoje, benefícios também ajudam a comunicar:
- cultura organizacional
- percepção de cuidado
- flexibilidade
- posicionamento da empresa
- experiência oferecida ao colaborador
Isso explica por que tantas empresas começaram a buscar soluções mais personalizadas, mais integradas e mais conectadas à identidade da organização.
O benefício deixa de ser apenas transação e passa a participar da experiência de marca.
O que isso muda para agências e áreas de branding
Existe um movimento interessante acontecendo: temas antes restritos ao RH começaram a entrar nas discussões de marca empregadora, cultura e experiência.
Benefícios corporativos fazem parte disso.
O cartão de benefícios passa a funcionar também como extensão visual e simbólica da marca empregadora.
E acredito que as agências têm espaço importante nessa conversa, principalmente porque são elas que, muitas vezes, ajudam empresas a proteger consistência de marca em diferentes pontos de contato.
O curioso é que um dos touchpoints mais frequentes da rotina do colaborador ainda passa despercebido por grande parte do mercado.
Talvez porque benefícios ainda sejam vistos apenas como planilha de custo e não como parte da experiência.
Mas essa separação começa a perder sentido.
Discussões sobre felicidade e experiência no trabalho também ajudam a explicar essa mudança de percepção nas empresas, como mostra o conteúdo sobre alegria no trabalho.
Onde o cartão de benefícios se conecta à experiência de marca
A experiência de marca não acontece apenas na publicidade. Ela também está presente nos objetos, serviços e interações que acompanham o colaborador todos os dias.
Na Biz, acreditamos que benefícios corporativos podem ocupar um papel mais estratégico dentro dessa experiência, conectando flexibilidade, identidade e pertencimento em uma solução mais integrada para empresas e colaboradores.
- ✅Multibenefícios flexíveis em um único cartão
- ✅Cartões personalizados com a identidade visual da empresa
- ✅Carteiras integradas para diferentes experiências e categorias
- ✅Gestão centralizada e mais autonomia para o RH
- ✅Benefícios alinhados à experiência real dos colaboradores
Se a marca da empresa aparece em tantos pontos de contato, por que ela ainda fica de fora de um dos mais frequentes?
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