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Biz Experience: os principais aprendizados sobre liderança, IA e cultura

Escrito por Luiza Migliolo | Jun 1, 2026 5:38:00 PM

O Biz Experience reuniu lideranças, especialistas e profissionais de RH para discutir um tema que vem ganhando cada vez mais espaço nas empresas: como transformar cultura, desenvolvimento e inclusão em resultados concretos para o negócio.

Em parceria com a ABRH-SP, o Biz Experience | Casos que Transformam trouxe cases premiados que mostraram, na prática, como grandes organizações estão enfrentando desafios de gestão de pessoas com estratégia, inovação e impacto social.

Mais do que apresentações, os cases deixaram aprendizados relevantes para empresas que querem construir culturas mais sustentáveis, humanas e preparadas para o futuro do trabalho.

A mediação do encontro ficou por conta de Patrícia Guedes, que conduziu as conversas conectando os aprendizados dos cases aos desafios reais enfrentados pelas lideranças de RH atualmente.

“O mais interessante quando reunimos diferentes cases é perceber como empresas de contextos completamente distintos estão enfrentando dores parecidas — e encontrando caminhos muito humanos, estratégicos e inovadores para resolver esses desafios”, destacou Guedes.

A importância de documentar os cases de RH

Na abertura do Biz Experience, Lia Aere reforçou a importância de o RH documentar suas iniciativas e registrar os impactos gerados pelas áreas de pessoas.

Segundo ela, muitos projetos transformadores acabam não ganhando visibilidade por falta de estruturação dos cases, mesmo gerando resultados relevantes dentro das organizações.

A executiva também destacou que a inteligência artificial pode apoiar os profissionais nesse processo, ajudando a organizar informações, consolidar aprendizados, estruturar apresentações e até apoiar a submissão de projetos em premiações e iniciativas do setor.

O tema reforça como a transformação da experiência do colaborador também depende da capacidade das empresas de registrar, analisar e evoluir suas práticas de gestão de pessoas.

Quando diversidade deixa de ser discurso e vira operação

O case “Mulheres de Fibra”, vencedor da categoria ESG no Biz Experience, mostrou como iniciativas de diversidade ganham força quando deixam de ser projetos isolados e passam a fazer parte da estratégia operacional da empresa.

Criado em 2018, o programa nasceu com o objetivo de inserir mulheres em áreas técnicas historicamente masculinas, como manutenção, instalação e reparos em campo.

Um dos pontos mais interessantes apresentados foi a consistência da construção do projeto ao longo dos anos. Em vez de apostar apenas em campanhas pontuais, o programa estruturou um trabalho contínuo de atração, capacitação e engajamento interno.

Entre as iniciativas apresentadas estavam feiras de recrutamento online, banco de talentos nacional, integração entre áreas e acompanhamento recorrente de indicadores.

Talvez o principal aprendizado desse case seja que inclusão sustentável exige processo, governança e continuidade.

Não basta contratar perfis diversos. É preciso revisar jornadas, comunicação, formação de lideranças e até símbolos culturais para que essas pessoas consigam permanecer e crescer dentro da organização.

Essa discussão também se conecta ao avanço da hiperpersonalização no RH, movimento que vem transformando a forma como empresas constroem experiências mais aderentes aos diferentes perfis de colaboradores.

IA no RH: o ganho não está só na tecnologia

O case “Lumi”, vencedor em Excelência Organizacional no Biz Experience, trouxe uma discussão muito atual sobre o uso de IA generativa em RH.

O projeto nasceu de uma dor operacional clara: o volume excessivo de tickets e dúvidas repetitivas direcionadas ao time de Total Rewards.

Durante a apresentação, foi mostrado que só em 2023 foram mais de mil chamados relacionados a dúvidas operacionais, consumindo centenas de horas da equipe.

O mais interessante da apresentação foi perceber que o diferencial não estava apenas na criação do assistente virtual, mas na forma como o problema foi estruturado.

Antes da tecnologia, houve escuta dos times, entendimento das dores reais e construção colaborativa do produto.

Outro insight importante veio dos aprendizados compartilhados durante o desenvolvimento: entender que implementar IA exige alinhamento entre RH, tecnologia e governança.

O case também reforçou uma provocação relevante para o RH atual: digitalizar processos não significa apenas ganhar eficiência operacional. Significa liberar tempo das equipes para atuação mais estratégica.

ESG só gera impacto quando cria oportunidade real

O programa apresentado pela Adecco no Biz Experience trouxe um olhar importante sobre empregabilidade jovem e inclusão produtiva.

Ao longo da apresentação, ficou evidente que o diferencial da iniciativa foi conectar ESG diretamente à geração de oportunidades concretas para grupos historicamente minorizados.

O projeto trabalhou com mentorias, preparação profissional, desenvolvimento de carreira e conexão com oportunidades reais de trabalho.

Outro ponto forte foi o entendimento de que transformação social exige atuação em ecossistema. O programa envolveu ONGs, parceiros, lideranças, instituições de ensino e empresas para ampliar alcance e sustentabilidade das ações.

Os resultados apresentados mostraram mais de 1.100 jovens impactados diretamente e 65% de empregabilidade na última edição do programa.

Talvez o maior aprendizado tenha sido este: inclusão efetiva não acontece apenas abrindo portas. Ela acontece quando empresas criam estruturas para que pessoas tenham condições reais de acessar, permanecer e evoluir profissionalmente.

Cultura não acompanha crescimento sozinha

O case da Bracell no Biz Experience trouxe uma reflexão muito relevante sobre desenvolvimento de liderança em empresas em expansão acelerada.

Uma das frases mais marcantes da apresentação resumiu bem o desafio:

“Quando uma empresa cresce rapidamente, o maior risco não é operacional. É cultural.”

A empresa percebeu que promover bons técnicos para posições de liderança não garantia, automaticamente, líderes preparados para sustentar cultura, segurança psicológica e performance.

A partir disso, nasceu o programa Lidera, estruturado para fortalecer repertório de gestão, amadurecimento de liderança e transferência do aprendizado para o dia a dia do negócio.

Entre os principais insights compartilhados, alguns chamaram bastante atenção:

  • satisfação não é sinônimo de aprendizagem;
  • treinamento sem aplicação prática vira apenas evento;
  • desenvolvimento precisa ser acompanhado no ambiente real de trabalho;
  • líderes diretos precisam atuar como patrocinadores da evolução dos times.

O case mostrou, de forma muito clara, que desenvolver liderança não é apenas oferecer treinamentos. É criar mecanismos consistentes para transformar comportamento, fortalecer cultura e sustentar crescimento organizacional.

A construção de ambientes mais humanos e sustentáveis também aparece em discussões sobre felicidade e bem-estar no trabalho, tema cada vez mais conectado à experiência profissional.

O que o Biz Experience mostrou sobre o futuro do RH

Apesar de abordarem temas diferentes, os cases apresentados no Biz Experience tinham algo em comum: todos mostraram que transformação em RH acontece quando iniciativas deixam de ser isoladas e passam a fazer parte da estratégia do negócio.

Também ficou evidente que os desafios atuais das empresas passam, inevitavelmente, por alguns pontos centrais:

  • liderança preparada para sustentar cultura;

  • uso inteligente da tecnologia;

  • inclusão com impacto real;

  • desenvolvimento conectado ao negócio;

  • construção de ambientes mais humanos e sustentáveis.

O Biz Experience reforçou que o RH vem assumindo um papel cada vez mais estratégico nas organizações — não apenas como área de suporte, mas como agente direto de transformação cultural, inovação e crescimento sustentável.

A discussão também se conecta ao fortalecimento da marca empregadora, já que cultura, desenvolvimento e experiência passaram a influenciar diretamente percepção e retenção de talentos.

O ponto onde estratégia de pessoas encontra experiência real

Os debates do Biz Experience mostraram que transformação em RH acontece quando cultura, desenvolvimento, tecnologia e experiência deixam de caminhar separados.

Em comum, os cases reforçaram uma percepção que vem ganhando espaço nas empresas: pessoas se conectam mais com organizações que conseguem transformar discurso em experiência concreta no dia a dia.

É nesse cenário que benefícios corporativos estratégicos também passam a ocupar um papel mais relevante dentro da jornada do colaborador, ajudando empresas a fortalecer cultura, engajamento e percepção de valor.

A relação entre benefícios, cultura e experiência também aparece no case da Lindt com a Biz, que mostrou como personalização e experiência conseguem fortalecer conexão entre empresa e colaboradores.

Na Biz, acreditamos que benefícios precisam acompanhar a evolução da gestão de pessoas e da experiência no trabalho.

Multibenefícios flexíveis em um único cartão
Cartões personalizados com a identidade da empresa
Soluções mais conectadas à realidade e às diferentes jornadas dos colaboradores
Gestão simples e centralizada para o RH
Mais autonomia para empresas construírem experiências alinhadas à própria cultura

Se o RH está assumindo um papel cada vez mais estratégico nas organizações, como a experiência oferecida aos colaboradores acompanha essa transformação?

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